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Grey Gardens, uma lição de estilo

Grey Gardens, uma lição de estilo

Postado por em mai 28, 2015 em Blog, Cinema, Consultoria de Estilo, Moda, TV | 0 comentários

Grey Gardens (2009) é o filme que reconta a história do documentário de mesmo nome, sobre a tia e a prima de Jacqueline Onassis (as duas chamadas Edith Bouvier Beale ou “Big Edie e Little Edie”). Feito para a HBO, é um pouco mais palatável ao gosto atual da audiência do que o documentário original, e com um ponto, ou melhor, dois, incríveis: Jessica Lange e Drew Barrymore nos papéis principais. O filme está disponível no catálogo do Now, da Net, na oferta da HBO, entre aqueles que não temos que pagar. Ótima oportunidade.

Para mim, além de uma história maravilhosa, é um belo exemplo do que se pode chamar de estilo pessoal. Principalmente a figura da Little Edie. Isso porque, os dicionários e afins – você pode verificar aqui e aqui – deixam a desejar e não explicam muito bem o que seria estilo quando se trata de um adjetivo aplicado a pessoas. E com elas vemos o que é sendo.

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Little Edie em duas etapas da vida

Eu, como consultora de estilo pessoal, posso dizer que é o conjunto de escolhas, gostos e prioridades que traduzem a personalidade de alguém. Quando colocado em expressão visual, em roupas, acessórios, cabelo, maquiagem, indumentárias ou na falta delas também, pode ser chamado de estilo. Uma pessoa que se destaca entre as outras, que quando vemos algo e nos lembramos imediatamente dela e soltamos “nossa, esse lenço (gravata, colar etc) é a cara de fulano”, que tem sempre uma coerência ao se apresentar, uma presença marcante – ainda que use roupas discretas, tem um estilo bem definido. Isso não quer dizer que aquele seu amigo que veste a primeira camisa da gaveta não tem estilo nenhum. TODO MUNDO tem estilo. Afinal, todos fazemos escolhas, mesmo que seja vestir qualquer coisa – quem é assim quer mostrar que não liga para moda, que tem um estilo descontraído ou rebelde. Alguns sabem expressá-lo bem, outros nem tanto.

Voltando ao filme, as personagens principais tem um estilo muito próprio e seguem assim até mesmo quando perdem o senso de convívio em sociedade, até mesmo quando estão em um mundo à parte. Um exemplo muito claro de autoconhecimento e expressão. Eu fiquei fascinada.

Bom, a história, já devo ter causado curiosidade, é sobre mãe e filha que vêm de uma alta linhagem nova-iorquina, porém, por conta dos revezes da vida e da falta de tino para sobreviver financeiramente, acabam perdendo tudo o que têm. Assim, vivem isoladas na casa de praia da família, a Grey Gardens, num mundo onde pensam ter glamour, mas onde só há insalubridade e decadência.

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Mãe e filha em tempos áureos e depois vivendo a duras penas, mas ainda mantendo o estilo

Além de uma aula de estilo, a história nos faz pensar sobre valores e determinação. De alguma forma, essas duas mulheres se mantiveram firmes em suas crenças. O ar kitsch e o evidente viés fashion fez da obra original um cult entre o povo indie e fashionista. Contudo, acho que é muito mais interessante olhar para essa história com a cabeça aberta e despida de preconceitos. O que quero dizer é que não devemos encarar as Edies como duas criaturas excêntricas e divertidas em sua viagem autoalienante. Acredito que elas foram mulheres a frente de seu tempo, em uma sociedade onde não havia espaço para que crescessem. Aferradas em seus valores, sucumbiram e não tiveram meios para sobreviver.

casa nova

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O antes e depois de Grey Gardens

Se interessar ver também o lado real dessa história, tá aqui o documentário, de 1975, inteirinho no Youtube:

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Coloração pessoal: descubra como realçar seus tons naturais

Coloração pessoal: descubra como realçar seus tons naturais

Postado por em abr 23, 2015 em Blog, Consultoria de Estilo, Moda | 4 comentários

Sempre que toco nesse assunto, o interesse das pessoas cresce. E acho que não à toa. Na consultoria de estilo pessoal, umas das ferramentas que ajuda muito a fazer o brilho de cada cliente emanar é identificar qual é sua coloração pessoal para, a partir disso, definir uma cartela personalizada. Com isso, ele saberá quais cores fazem seus tons de pele, cabelo, lábios e olhos se destacarem e ainda pode montar um guarda-roupas em que tudo dentro combina entre si. Não é muito legal?

Como isso funciona? Vamos saber primeiro de onde veio. Era uma vez, uma das mais importantes escolas de design da história, surgida na Alemanha, a Bauhaus. Foi lá que o professor Johannes Itten, no estudo de composições harmônicas, percebeu em seus alunos um padrão de comportamento: ao escolherem cores para pintar uma obra, iam nos tons que se aproximavam da sua própria coloração… Aqueles com cabelos escuros, com olhos em cores intensas, acabavam escolhendo cores vivas e puras. Alunos com cabelos mais claros, olhos mais acinzentados, pele suave, optavam por cores mais opacas e delicadas.

Algum tempo depois, nos anos 70, mulheres que se reuniam para vender maquiagem, roupas e até tupperware, perceberam que a teoria do professor alemão poderia ser transferida das artes plásticas para o dia a dia, sendo aplicada para realçar a maneira de se vestir, se maquiar e tingir o cabelo. Hoje, esse sistema se chama “análise de cores sazonal expandida”, pois usa as estações do ano na nomenclatura como, por exemplo, “verão suave” e “inverno profundo” – não é lírico?

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As cores que ficam bem em uma pessoa são aquelas que a complementam, emolduram seus tons naturais, harmonizam com eles. Fazendo uma analogia com o conceito que pensamos para as roupas, devem fazer o ser humano aparecer e não se destacarem mais do que ele, capisce? O tom ideal pode dar um rubor nas bochechas, amenizar olheiras, destacar a cor dos olhos. Sem truque, é uma mágica feita com técnica ;)

E como é feita a análise? Coloco no cliente um avental e uma faixa no cabelo para isolar outras cores que não sejam as do rosto. E com tecidos coloridos, sob luz natural, vou analisando os efeitos de diferentes temperaturas, intensidades e profundidades para, com muita técnica e concentração, chegar na coloração pessoal. A cartela definida será uma ótima aliada para escolher peças que destaquem seus tons naturais e também que combinem entre si, uma vez que vai conter cores que se harmonizam umas com as outras.

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Porém, ninguém é obrigado a ficar preso à cartela da coloração pessoal (ainda que muita gente se apegue com amor a ela). O bacana é que, uma vez sabendo o efeito das cores sobre nós, podemos usá-las de forma inteligente. Se eu tenho uma blusa preta que me deixa muito abatida, por exemplo, posso usá-la com um colar cuja cor me favoreça, ou fazer uma maquiagem que equilibre e pronto! Vale dizer que as cores da cartela pessoal fazem mais sentido perto do rosto, onde temos mais variação de tons. Então, posso usar uma saia no meu laranja preferido, mas que está fora da cartela. Além disso, cores têm mensagens e códigos culturais embutidos nelas. Vermelho-paixão, azul-tranquilidade… não é? E essas informações também contam na consultoria e são consideradas no momento de montar a cartela para o cliente, somadas, É CLARO, ao gosto pessoal. Mas, isso é assunto para outro post ;)

Se te interessou descobrir qual a sua cartela de cores pessoal, me deixa um recado aqui ou me manda um e-mail que eu te conto como posso fazer isso para você! camilar80@gmail.com.

*Com informações de Oficina de Estilo e Color Revival

*Foto de destaque: doloresamabile/ Foto das celebridasdes: selfishseamstress

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Eu não ando na moda e sou tendência?

Eu não ando na moda e sou tendência?

Postado por em abr 14, 2015 em Blog, Consultoria de Estilo, Destaques, Moda, Tendências | 0 comentários

Sim! Mas, se você andar na moda, também pode ser tendência. E pode, inclusive, ser muito chique e estiloso, sem estar em tendência nenhuma.

Deu um nó?

Bom, ter estilo independe do que os estilistas, a indústria têxtil e as lojas apontam como legal vestir. Mas, ironias da vida, hoje, usar o que todo mundo usa, o que ninguém impôs, o que é popular, virou moda. E  os estilistas, a indústria têxtil e as lojas olharam para as pessoas nas ruas para fazer o que está nas vitrines agora. É a tal da tendência Normcore. O normal no centro. É um movimento muito mais amplo, de cunho social, que engloba a moda.

Esse termo surgiu de um estudo de agências que ficam de olho no comportamento das pessoas para identificar novidades relevantes, que em breve todos vamos adotar. Eu fiz um curso de cool hunting que ensina a pesquisar e abordar temas dessa forma. E hoje trabalho com consultoria de estilo pessoal, que é algo parecido, mas aplicado a um universo micro, o da pessoa, do cliente. Gosto de pensar que essas duas visões tem um conjunto de intersecção, compartilham um resultado (alô, aula de matemática, falei certo?).

Explico isso e também um pouco mais para o Max Fivelinha – que é um querido e já não usa nada no cabelo e anda bem Normcore (BRINKS). Dá o play e prestigia minha primeira entrevista do outro lado do balcão:

Se essa história de  ter um estilo próprio, de como fazer para expressar sua personalidade na aparência, como usar roupas de forma esperta e consciente te interessa, me manda um email ;) contato@ninguemperguntou.com ou camilar80@gmail.com

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