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Lisboa, como é boa

Lisboa, como é boa

Postado por em dez 17, 2014 em Blog, Viagem | 3 comentários

Cidade especial. Cada canto lembra algum lugar do Brasil: uma rua de bares que parece São Paulo, uma ladeira de casas coloridas como as de Olinda, um largo aberto com os do centro do Rio de Janeiro… mas, só lembra por que de igual mesmo não tem muita coisa. Talvez as pedrinhas da calçada.

O ideal é ficar lá muitos dias. Conheço pessoas que inclusive resolveram passar alguns anos. Porém, sei que a maioria vai para aproveitar as férias, então, sugiro no mínimo quatro dias inteiros. Isso, sem contar passeios para as vizinhas Cascais, Estoril e Sintra.

Onde ficar: Hotel Botânico (Rua Mãe D’água, 16-20). É ok, funciona, tem café da manhã, é bem localizado, mas não é bonito. Esse foi o que eu fiquei. Como outras capitais europeias, Lisboa tem preços mais caros de hospedagem se comparada a outras cidades, então não é tão simples achar um bom custo-benefício. O Airbnb pode ser uma saída. Nele, você procura apartamentos ou quartos nas casas das pessoas e negocia um preço que costuma ficar mais baixo do que na indústria hoteleira. E, muitas vezes, acaba sendo uma experiência superagradável.

Por onde turistar:
Lisboa Baixa: Largo do Rossio, Rua Augusta, Praça do Comércio. Essa é a parte, ÓBVIO, baixa da cidade. É também o centro fervilhante, onde todo mundo caminha rápido, sabe? Os restaurantes daqui são, em sua maioria, pega-turista. Vá até a área do Chiado ou se guie pelo Trip Advisor (tem app para o celular) para encontrar onde comer. O legal nessa área é passear a esmo, observar a arquitetura, entrar nas mil lojinhas de artesanato, louças e afins.
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Souvenirs que podem ser encontrados nas lojas do Baixo Lisboa

Por ali também ficam os Armazéns do Chiado, ótimos para fazer compras, sobre os quais falarei mais abaixo. Tem também a rua homônima a nossa aqui de São Paulo, a Augusta. Só que essa é mais comportada, praticamente ocupada pelo comércio. Tem Zara, H&M, Mango… termina na Praça do Comércio, um belo largo com vista para o Tejo, que mais parece um mar. Se você for seguindo pela margem do rio, chega até a zona do Cais do Sodré, e no caminho passa por bares gostosos de sentar e por um “jardim” estilizado feito por um artista local. É um passeio legal, que pode ser feito de bicicleta.
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Rua Augusta

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Bonde que liga a parte baixa à alta
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“Jardim” na margem do Tejo

Antes disso, sugiro parar no MUDE (Museu do Design e da Moda) que fica na Augusta. A entrada é grátis. Tem um acervo bem bacana, que vai de Pucci a irmãos Campana, e sempre tem alguma exposição extra. Eu vi uma do André Saraiva, artista português moderno, que faz instalações baseadas na cultura pop e no grafite. Gostei bastante.
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Fachada do museu

Zona do Porto – Cais do Sodré: essa é a região próxima ao porto. Hoje, já não é tão movimentada por conta do comércio hidroviário, mas sim, por conta da vida gastronômica e noturna que surgiu por lá. Tem também uma importante estação de trem e metrô, de mesmo nome, com interligações para várias áreas da cidade. O Mercado da Ribeira, centro de comercialização de alimentos tradicional da cidade, foi reformulado e hoje abriga estandes de chefs renomados, assim como de restaurantes e doçarias. Imperdível! Lá perto também fica a rua cor-de-rosa, cujo pavimento é pintado nesse tom, cheia de baladas, que ferve depois das 23h.
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Rua cor-de-rosa

Mosteiro dos Jerónimos e Torre de Belém: essas duas atrações estão bem próximas, por isso tome o trem (elétrico 15E) que sai da Praça da Figueira e vá às duas no mesmo dia. Uma dica: a estação Belém fica próxima à Pastelaria de Belém e não à Torre de Belém. Para chegar à Torre, desça na estação Mosteiro dos Jerónimos. Ou desça antes, coma uns três pastéis e vá andando ;) A Torre e o Mosteiro são obras arquitetônicas impressionantes. E foi da Torre que Cabral saiu para descobri o quê? Pois é, tem que ir e comer o pastel, que também é uma obrigação cultural em Portugal, não custa reforçar.
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Mosteiro dos Jerónimos

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Torre de Belém

Chiado e Bairro Alto: você pode chegar até essa região andando desde a parte baixa, mas, obviamente, terá que ter força nas canelas. Caso prefira, pegue o metrô e desça nas estações de mesmos nomes ou tome um taxi. Taxi não sai tão caro em Lisboa. Esses são bairros cheios de bares e restaurantes. Alguns lugares que valem uma passada: 1. Cervejaria Trindade (Rua Nova da Trindade 20 C), que era um convento e hoje serve cervejas e iguarias culinárias tradicionais muito boas. Os doces são feitos lá e são divinos. Aproveite para sair um pouco dos pastéis e peça um mousse de chocolate ou um pavê. Eles também são craques em mousses em Portugal, gente, descobri isso lá. Olha, se eu não voltei com diabetes foi por que Deus não quis, viu? 2. O Café A Brasileira (Rua Garrett 120) foi fundado em 1905 e vendia o melhor café brasileiro. Não fazia muito sucesso por lá até que virou ponto de encontro de grandes poetas, escritores e intelectuais da época. Na frente, tem uma estátua do Fernando Pessoa, ótima para fazer aquela foto de turista. 3. A Livraria Bertrand Chiado (Rua Garrett, 73-75) é a mais antiga do mundo em atividade. Fundada em 1732, ainda tá lá e registrada no Guinness Book. Eu fiz essa foto fofa do cachorro que não mostra nada, mas tudo bem.
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Cervejaria Trindade

Onde comer: Mercado da Ribeira, Cervejaria Trindade, Pastelaria de Belém e restaurantes do José Avillez- Café Lisboa, Belcanto e Mini Bar.

O Mercado da Ribeira é maravilhoso! Tem opções para todos os gostos. E também dá para comprar quitutes para trazer pro Brasil. Eles estão super acostumados com isso, embalam a vácuo e tals. Dá para trazer queijo da Serra da Estrela, bombons de vinho do Porto, presunto de belota, vinhos, tem noção!? Bom, conto o que comi para ajudar na decisão de alguém, quem sabe? Experimentei o porco confitado, a salada de polvo e o cuscuz do Henrique Sá Pessoa, o menu degustação de cinco pratos da Marlene Vieira e o mousse de chocolate da Nós é Mais Bolos, cujo pão de ló também é de comer chorando. Sai por volta de 2o e poucos euros uma entrada, um prato, uma taça de vinho e uma sobremesa. Pelamordedeus viu, se eu morasse lá ia uma vez por semana.
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Vista do Mercado

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Salada de polvo

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Porco confitado

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Menu degustação da Marlene Vieira

Bom, além disso, NÃO DEIXE DE IR na Pastelaria de Belém. Vai ter um milhão de pessoas na frente, uma fila monstra para pegar os docinhos para levar, porém não se assuste. A rotatividade é alta e logo vaga uma mesa. Sente-se e prepare-se para comer pasteizinhos de nata recém-assados, que vêm com um potinho de canela e açúcar para você polvilhar na hora. O local tem um cheiro de doce no ar, uma coisa. Essa iguaria já entrou para diversas listas de melhores comidas do mundo.

José Avillez é um chef renomado em Portugal, com livros publicados e restaurantes que vão do tradicional revisitado ao moderno. Eu só fui em um, pois assim permitia o orçamento e a paciência dos meus companheiros de viagem. Fui no Café Lisboa (Largo de São Carlos, 23), que fica anexado ao Teatro São Carlos. Um lugar fofo e com personalidade, uma vez que fica num local histórico. A comida é mais simples do que na casa mais famosa, o Belcanto, e mais comida mesmo do que os petiscos oferecidos no Mini Bar. Pode parecer mega estranho o que pedi no Café, mas achei bom de verdade. Foi um pastel, igual a esses que comemos nas feiras do Brasil, recheado de carne de panela, servido com arroz de grelos (isso é só uma verdurinha irmã da couve, calma). De sobremesa, pedi toucinho do céu com sorbet de framboesa. Não foi uma refeição muito cara, só não lembro exatamente quanto custou. Sorry. Ah, é prudente fazer uma reserva. E nos fins de semana, nem pense em tentar jantar em qualquer restaurante melhorzinho de Lisboa sem uma. Tentei encontrar algum site que faça reservas online em Portugal, mas parece que essa facilidade moderna ainda não chegou lá. O jeito é ligar nos estabelecimentos mesmo.
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Pastel de carne com arroz de grelos

Onde fazer compras: Armazéns do Chiado, Rua Pedro V, Rua do Alecrim, Avenida Liberdade e Primark.

Os Armazéns do Chiado têm esse nome estranho, mas nada mais são do que um shopping. Fica em uma ladeira, entre a parte baixa e a alta da cidade, dentro tem Sephora, Kiko e Fnac, entre outras. Na mesma rua, tem uma H&M gigante, com a parte de home décor, que ainda é rara na Europa, Zara e Muji, uma loja japonesa de tranqueiras incríveis, tipo um secador de viagem, superpotente, de 10 cm.

A Rua Pedro V é a mais fashion da capital Portuguesa, com lojas de estilistas locais e algumas multistores conceituais, daquelas tipo Urban Outfitters e Anthropologie. Já a Rua do Alecrim, é uma que sobe do cais para o bairro alto e tem um ar mais moderninho, com lojas de roupa, de objetos para casa e galerias de artistas, bem bacana. A Avenida Liberdade é a Champs-Élysées dos portugas, com flagships de Chanel para cima, mas também algumas coisas mais acessíveis tipo Mango e COS.
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Loja da Alexandra Moura, na Rua Pedro V

Por fim, a Primark é o paraíso de todos nós. Barata, com muitas opções de roupas, para todos os gostos. E quando digo barata, é baraaaaaata. Fica um pouco longe, porém, se você gosta de umas coisinhas diferentes e a preços bem legalzões, vá lá, de metrô. Fica na estação Colégio Militar, perto do estádio do Benfica. Uma ideia é: os meninos podem ver um jogo e as meninas vão comprar, que tal? Bom, eu iria ver o jogo também e depois arrastaria o boy para a loja, já que tá pertinho né.

Onde sair à noite: Na rua cor-de-rosa, que fica na área do cais, ou pelos bares do Bairro Alto.

Pode pular: Castelo de São Jorge. Eu achei sem graça.

Ufa, acho que é isso! Tem muito mais em Lisboa na real, porém, do que conheci, tá tudo aqui :)

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Três dicas rápidas de fast-food

Três dicas rápidas de fast-food

Postado por em dez 4, 2014 em Blog | 0 comentários

Em primeiro lugar, isso não é um pleonasmo. Neste blog existe um tipo de post que é direto e reto e chama-se “Dicas Rápidas”, e o tema dessa vez é fast-food, ok?

Existem algumas ocasiões em que é providencial uma comida rápida, na mão, fácil. Pode ser naquele momento da pressa, ou em que o objetivo maior é fazer outra coisa e não perder muito tempo com a refeição. Mas, também não vale a pena comer algo ruim, né?  Eu tenho cada vez menos tolerância para a comida-isopor que nos ofecerem em praças de alimentação por aí. E nem vou entrar no mérito da qualidade dos ingredientes, no que é saudável, na questão de que comer é um ritual, um momento de integração entre as pessoas e afins, até por que o que vou sugerir aqui continua sendo comida com gordura, muitas calorias e para ser consumida de forma ligeira. Porém, feita com mais cuidado, sabor e qualidade. Além disso, os estabelecimentos que vendem tais delícias se encontram estretegicamente próximos a cinemas e baladas, portanto, são ideais para quando bate uma fominha e a ideia não é demorar muito num esquema restaurante. E são locais mais aprazíveis do que uma praça de alimentação de shopping.

Todas as sugestões são na capital paulista. Por ora, é o que dá para fazer… hehehe.

1. OT Burguer do Butcher’s Market  ( Rua Bandeira Paulista, 164)

Chega à mesa com uns 30 centímetros de altura e assusta bastante, mas não se preocupe, mais da metade do seu tamanho são as onion rings, que não passam de acompanhamento, só que são colocadas dentro do sanduíche. A carne é tenra, grelhada no ponto, acompanhada de molho de gorgonzola, picles e bacon. Matador. O local tem uma ambientação nova-iorquina, parece um daqueles bares modernosos do Meat Packing District. Tem uma boa oferta de cervejas, como as americanas Brooklyn e Ballast Point, e os shakes e as sobremesas também são ótimos. Fica pertinho do Kinoplex Itaim e a cozinha só fecha às 12h, o bar à 1h, ou seja, dá para fazer uma boquinha depois do cinema. Também faz promoções em dias de jogos do brasileirão e às sextas-feiras, então é uma boa dica para o happy hour de quem trabalha na região do Itaim, indo além do fast-food.
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2. Texas Dog do The Dog Haus (Rua Bandeira Paulista, 400)

Um pouquinho antes, na mesma rua do Butcher’s, fica essa pequenina e simpática dogueria (inventei essa palavra?). Escolhido pela Veja São Paulo como o melhor cachorro-quente da cidade em 2014, digo que, entre os que já provei, estou de acordo. Recomendo daqui o Texas Dog, que, além da salsicha, que pode ser escolhida entre três ou quatro tipos, leva chimichurri, molho especial e onion crisp. As fritas e a maionese de alho também são ótimas. O atendimento é super simpático e sempre algum dos donos está por lá com a mão na massa. Outro ponto que conta muito a favor: ótima seleção de cervejas! hahaha. Por fim, o horário aqui é bem mais estendido, então se a barriga roncar depois da balada, pode vir que é seguro! De segunda a quarta: 12h – 02h/ De quinta a sábado: 12h – 05h/ Domingo: 14h – 00h.
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3. Taco de Carnitas da Taquería La Sabrosa (Rua Augusta, 1474)

Aquela comida mexicana com a qual estamos acostumados, com muito queijo cheddar, não é o que se come lá no México, de verdade. Ok, é boa também, eu pelo menos gosto, mas não é the real deal. Bom, dito isso, a Taquería La Sabrosa foi criada pela cozinheira mexicana Lourdes Hernández junto do sócio Hugo Delgado, também à frente do restaurante Obá, e seu cardápio foge das receitas tex-mex. Eu fui com uma amiga que morou em México DF e ela achou que a Taquería tá representando bem. Os tacos estavam gostosos, bastante recheados, com carnitas de porco bem temperadas, pico de galo e guacamole. Tomamos sucos de hibisco e tamarindo, sabores típicos do méxico, e adoramos. Fica em frente ao Espaço Itaú de Cinemas, na Augusta, pertinho também de um montão de baladas. Lá é jogo rápido, pede no caixa, pega o rango, come nas mesas coletivas e tchau. Só acho que, pela localização, poderia funcionar até mais tarde: de segunda a quinta: 12h – 00h/ Sexta: 12h – 02h/ Sábado: 13h – 02h/ Domingo: 13h -00h.
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Update: Uma amiga disse que foi na Taqueria La Sabrosa e teve que desistir do pedido para não perder o cinema, por conta da demora. Pode ter sido uma ocorrência pontual ou não. Se alguém tiver alguma observação sobre alguma das casas mencionadas, me conta, gostaria muito de saber. Acho que só com muitas opiniões conseguimos ter uma ideia mais real das coisas, certo? ;)

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Roteiro cervejeiro em Berlim

Roteiro cervejeiro em Berlim

Postado por em dez 1, 2014 em Blog, Viagem | 0 comentários

Alemanha e cervejas são indissociáveis, então, ir para lá e não beber algumas parece um desperdício. Nada mais adequado, portanto, do que um roteiro com os melhores lugares para tomar e comprar cerveja em sua capital, a cidade mais legal da Europa, feito pela minha querida amiga Veronica Menzel, mestre na arte e residente local. Quando fiquei uns dias em Berlim, ela foi minha anfitriã, então imagina o bem que passei ;) Alguns desses lugares também conheci, então dei meus pitacos. Acho que ficou muito bom. Talvez o melhor dos últimos tempos. Divlguem hahahha

Vamos por itens:

1)Microcervejarias e brewpubs – produtoras que têm um bar/restaurante para os clientes

Hops & Barley - Wühlischstr. 22/23
O bairro onde fica essa pequena cervejaria chama-se Friedrichshain e é um dos mais agitados e badalados de Berlim, repleto de bares, restaurantes e baladas. O Hops & Barley é muito aconchegante e dá para provar suas ótimas cervejas por lá mesmo. Além das clássicas da casa, eles fazem mais de uma especialidade sazonal e o mestre cervejeiro é muito gente boa! Às quintas-feiras costuma rolar jazz ao vivo e se não chegar cedo fica impossível sentar. No verão, a casa abre um espaço com mesas na rua, no estilo Biergarten, que fica sempre cheio e animado. É uma ótima opção para tomar boas cervejas artesanais!

Nota da Camila: é comum na Alemanha os espaços Biergarten (ou Beergarden) que são áreas ao ar livre, com mesinhas e jardim, algumas vezes com mais de um fornecedor de cerveja e também com comidinhas. É uma delícia parar em algum desses para passar um tempo. Geralmente, a comida oferecida é o currywurst com batatas, um prato de rua tradicional que consiste em salsicha com molho agridoce parecido com catchup, acompanhada de fritas. Eu adoro!
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Biergarten em Berlim

Brauhaus Lemke – Dircksenstr. 143 – Hackescher Market e Luisenplatz 1
Microcervejaria também muito boa, especializada nos estilos clássicos alemães, sem grandes inovações. As cervejas são bem feitas e gostosas. O restaurante é muito bonito e agradável e tem uma excelente comida alemã, com bons preços. Eles têm dois endereços em Berlim, um no centro, perto da Alexander Platz, que fica embaixo de uma linha de trem (em Hackescher Market) e o outro em frente ao castelo “Schloss Charlottenburg”, por isso quando for ao castelo uma boa recomendação é acabar o passeio na cervejaria, regado a delicias típicas alemãs!

Nota da Camila: uma dica para comer aqui é o spätzle, uma massa grossinha, semelhante na consistência a um nhoque, mas que é cozida num formato compridinho. Na Brauhaus Lemke, é servido com queijo e brócolis. Maravilhoso e acho que nem tão comum no Brasil.

Heidenpeters
Cervejaria artesanal relativamente nova em Berlim e o mais legal é que ela fica dentro do mercado de comidas Markthalle Neun. Ou seja, une-se o útil ao agradável! O mercado é fofo e tem diversas opções de alimentos gourmet e tradicionais. As cervejas são gostosas e a mais famosa é a “Thirsty Lady” que é do estilo American Pale Ale, de cor alaranjada, relativamente leve mas com um sabor balanceado e tem um aroma bastante frutado, com características cítricas. Não espere encontrar as instalações de um bar, a cervejaria é apenas um estande com umas duas mesinhas, mas toda a infraestrutura do mercado está à disposição para ser usada – mais mesas, banheiros, outros estandes para pegar uns petiscos que acompanhem a bebida… vale a pena!

Nota da Camila: provamos a Saison e também é boa!
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Entrada do Mercado

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Estande da Heiden Peters

Rollberger Brauerei – Werbellinstrasse 50
Uma ótima opção para tomar boas cervejas no bairro Neukölln (um dos mais alternativos de Berlim), que fica mais ao sul da cidade. A Rollberger não é tão conhecida e é justamente essa sua graça: ir até lá é fazer algo que os locais fazem! Inclusive suas cervejas são fornecidas para muitos bares e restaurantes no próprio bairro. É também uma brewery mais focada nos estilos tradicionais na Alemanha como Helles, Weizen, Rotes, Maibock e agora fazem a Winterbock. A Winterbock é especialmente boa nesta época do ano, pois no inverno cai muito bem uma cerveja escura, encorpada e mais alcoólica, para esquentar. (No Hemisfério Norte agora está fazendo frio, né).

Pfefferbräu – Schönhauser Allee 176
Este brewpub fica numa localização especial: em um morro chamado Pfeferberg, no bairro de Prenzlauerberg, considerado mais chiquezinho em Berlim. A cervejaria e o restaurante são lindos, supernovos, com uma decoração simples, mas muito bonita. No verão, abrem o Biergarten, na frente do restaurante, e é uma delícia sentar lá. Ainda não fazem muitos tipos de cerveja, mas as que produzem atualmente são boas (os tipos são Helles, Dunkles e alguma sazonal), sem grandes inovações ou excentricidades, talvez para não assustar o tradicional consumidor de cervejas alemão!

Alte Meierei (Potsdam) – Im Neuen Garten 10
Essa cervejaria fica em Potsdam, cidade vizinha de Berlim, a mais ou menos 40 minutos de trem, e é um ótimo passeio de um dia. Lá também fica o famoso castelo Sanssouci, que é imperdível. A cervejaria – tão imperdível quanto – fica à beira de um lindo e enorme lago, em uma antiga fábrica de laticínios (Meierei, da qual herdou o nome). O lugar é mesmo fantástico e as cervejas também. No verão, eles têm uma Berliner Weisse muito boa, que é um estilo antigo de sour beer, típica da região de Berlim, já foi muito consumida, mas está quase extinta nos dias de hoje. É uma cerveja bem leve com aproximadamente 3 – 3,5 % de álcool, ligeiramente azeda e com aroma especialmente frutado, devido ao uso da levedura Brettanomyces. É muito fresca e perfeita para tomar em dias quentes!

Nota da Camila: como assim eu não fui para Postdam? hahaha
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Vista da Cervejaria Meierei

2)Bares de cervejas especiais – não produzem cerveja, mas vendem boas

Hopfenreich
Um dos bares preferidos da Veronica em toda a cidade.

O lugar é uma graça, tem uma chopeira lindíssima construída com máquinários antigos, sobre a qual senta um pequeno porco espinho. Eles têm a maior quantidade de cervejas artesanais no tap (tipo chopeira) da cidade! Costumam dar prioridade para cervejas artesanais da Alemanha, mas têm sempre surpresas e especialidades do mundo todo. Organizam vários eventos de degustações com a presença dos mestres das cervejarias convidadas e por isso é um ótimo lugar para quem gosta de beber e falar de cerveja!

Nota da Camila: tá com o Alemão afiado? ;)

Herman
Este também é um top favorito: o Herman é um bar pequenino, que não tem nem placa, na frente só uma lousa onde se lê “Belgian Beers”, com uma bandeirinha da Bélgica pintada do lado. O dono, um belga muito figura chamado Bart, entende profundamente das cervejas belgas que vende. Uma dica para quem gosta de trocar ideia é sentar no balcão para ficar conversando com ele e aprendendo um pouquinho mais sobre as maravilhas que tem lá!

Nota da Camila: acho uma boa aproveitar para tomar uma Lambic, se o figura tiver. Esse é um tipo raro e caro de cerveja belga, que é fermentada espontaneamente com levedura e tem um sabor mais azedinho. No exterior vai ser cara também, mas no Brasil é um olho da cara!

Ja.Ok. Craft Beer & Food – (Karl Marx Alle 109)
Esse acabou de abrir no último verão e vem organizando muitos eventos com diferentes cervejarias artesanais da Europa como, por exemplo, a hypada Brew Dog. Além disso, oferecem muitas variedades no tap, no mínimo 10 a 15 cervejas diferentes, que são bem interessantes de provar. Eles investem também na qualidade da comida e organizam “food and beer pairing”. O lugar em si não parece tão legal, mas como tem muita variedade da bebida, movimento no mundo cervejeiro e um elo com o mundo foodie, a visita vale a pena.

3)Beer shops:

Essas duas lojas foram escolhidas com carinho por quem entende do riscado!

Bierlieb Beer and Homebrewstore – (Petersburger Str. 30, Friedrichshain, não tem site)
Abriu faz pouco tempo, a loja é fofa e tem boas opções para quem gosta de experimentar novas sensações! Também organiza eventos de degustação e cursos de produção de cerveja caseira.
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Bierlieb Beer and Homebrewstore

Hopfen & Malz  –  (Triftstraße 57)

Essa é a loja de cervejas mais figura e divertida de Berlim, fica no bairro Wedding. Diz a Veronica: “o dono é um tiozão roots que quando você não conhece dá um pouco de medo, mas aí, depois que fui apresentada pelos amigos cervejeiros, ele foi um amor. Ele está sempre sentado em caixas de cerveja na rua, na frente da loja, com outros tiozões bebendo e fumando. Além destas peculiaridades, a loja também tem um ótimo sortimento de cervejas”.

Nota da Camila: Hahahaha adorei! Então, pode ir sem medo, mesmo parecendo uma coisa meio máfia, por que cervejeiro sempre tem bom coração.

A Veronica é mestre cervejeira na cervejaria-piloto do VLB Berlin, que é um instituto de ensino e pesquisa e um prestador de serviços para a indústria cervejeira e de bebidas. O VLB desenvolve estudos para cervejarias do mundo inteiro.

No site é possível descobrir tudo o que o VLB faz e ler sobre os diferentes cursos, workshops, conferências e serviços oferecidos. Vai gente de todas as partes para lá, para aprender mais sobre o mundo da cevada e do lúpulo, inclusive brasileiros. Eu conheci as instalações e posso dizer que o lugar é bem bacana.
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Lúpulos que eu mesma colhi no VLB

Ela se formou mestre cervejeira no “Certified Brewmaster Course” do VLB, em 2011, que é um curso internacional e existe nesse formato desde 2006. É ministrado em inglês e dura seis meses, com período integral de aulas. Durante o curso, os alunos também fazem diversas práticas em laboratórios (aprendendo inúmeras análises físico-químicas e microbiológicas de cerveja e outros componentes do processo, como por exemplo, água, lúpulo, malte, mosto etc), assim como participam de várias práticas de produção (controle de fermentação, filtração etc) na cervejaria.

A Veronica trabalha no instituto desde agosto de 2011: passou pelo laboratório de projetos e está há um ano como mestre na cervejaria.

Fotos: Myheimat, Yelp e Pferfferbräu

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