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RuPaul’s Drag Race

RuPaul’s Drag Race

Postado por em ago 30, 2014 em Blog, Destaques, TV | 0 comentários

“When you become the image of your own imagination, it’s the most powerful thing you could ever do”, RuPaul

Eu simplesmente agarrei um amor nesse reality show que nem sei dizer. Minha amada amiga Márcia me falou umas 37 vezes para começar a assistir, na 38a eu resolvi dar ouvidos e fiquei viciada. Vi seis temporadas alucinadamente.

Bom, o RuPaul’s Drag Race é uma competição para eleger a drag queen superstar dos Estados Unidos do ano em questão. Tipo America’s Next Top Model, só que elevado a enésima potencia de mais legal. É comandado por RuPaul, drag queen que ficou mundialmente famosa nos anos 90, com uma música que emplacou, chamada Supermodel. Hoje, acho que Mama Ru é mais conhecida por ter sido a garota-propaganda da Viva GLAM, uma linha de batons da MAC, marca de maquiagens babado.

rupaul

Parece muita purpurina para um único show… e é. Mas, não se acanhe. Além de ser divertidíssimo, educa, emociona e incentiva. E sobretudo inspira. Quem assiste entende o que estou falando. Como não sei bem como desenvolver um texto analisando um programa tão peculiar, vou fazer tipo o BuzzFeed e elencar as razões pelas quais você tem que começar logo a assisti-lo, sem order, nem critério, nem número redondo. Depois eu conto quantas deram e coloco no título:

1. Ver RuPaul desfilar vestidos maravilhosos que fazem sombra em Tyra e Heidi.
2. Babar com as produções das drags. São absurdamente fantásticas.

courtney asas
3. Melhorar a autoestima com as pílulas de sabedoria que Ru solta a cada episódio, como por exemplo: “Olhe para mim: sou um velho  grande, embaixo de muita maquiagem. Se eu posso ficar linda, você também pode”
4. Saber como esconder os documentos quando decidir usar um biquini
5. Rir de verdade com as avaliações dos jurados quando as queens se apresentam na passarela. E isso vale muita coisa depois de um dia de trabalho na frente da telinha, dizae
6. E ganhar um bônus de humor com os jurados convidados para cada programa
7. Voltar à infância com as apresentações de fantoches. Não, pera.
8. Descobrir o que significa shade
9. Conhecer a RAJA (ficou curioso?)
10. Conhecer a Latrice Royale
11. Se apaixonar pela Adore

adore im fuk cool
12. Ver a Khloe Kardashian desabafar sobre as agruras de ter uma pomba gordinha :/
13. Chorar litros com as histórias de rejeição e homofobia contadas pelos participantes
14. Chorar litros com os reencontros familiares, as amizades reatadas e os noivados proporcionados pelo programa
15. Ter vontade de fazer lip sync todo dia no chuveiro (ou na rua, no busão, no Pão de Açúcar enquanto escolhe tomates)
16. Amar ainda mais a Cher, a Madonna, a Diana e a Gaga
17. Conversar depois com os amigos no bar – ou no Whatsapp, escolha seu meio – sobre suas drags favoritas, quais não deveriam ter sido eliminadas etc
18. Ficar louco para baixar RuPaul’s Drag Race Allstars, uma edição especial do programa, que contou com participantes de várias temporadas, reunindo um time de elite
19. Aprender truques de maquiagem infalíveis, como afinar o nariz e até aumentar o volume dos seios com sombra marrom (!)

nina make
20. Deixar de se vestir e começar a se montar
21. Aprender que não se deve vestir um corset depois de ter comido muito
22. Incluir no seu vocabulário as seguintes expressões: Loca!; Can I get an amen?; Halelu e Heiii
23. Aprender de uma vez por todas que leitura é FUNDAMENTAL.

Se eu te convenci, tá facinho: todas as temporadas estão no Netflix. E corre para entrar na tendência, pois as drags vão dominar geral, como cantou a bola minha querida Márcia. Elas estão na novela, em matéria em revista de moda, teve a Conchita Wurst ganhando o Eurovision 2014… e não, não é só mulher e gay que vê o programa não.

*Todas as fotos do post são de divulgação da Logo TV e RuPaul’s Drag Race Facebook

Colete oversized

Colete oversized

Postado por em ago 30, 2014 em Blog, Moda, Tendências | 0 comentários

Uma tendencinha que vai pegar em breve: colete oversized, usado sobre roupas leves, como vestidinhos, ou sem nada por baixo.

Se a Olivia Palermo apareceu com um, pode acreditar. Quando chegar a primavera e esquentar um pouco mais, vai ser hora de encontrar o seu ;)

 

colete preto

*Fotos do site WhoWhatWear

Emmys 2014 – quem arrasou no red carpet

Emmys 2014 – quem arrasou no red carpet

Postado por em ago 26, 2014 em Blog, Moda, TV | 0 comentários

 

“People will stare. Make it worth their while”, Harry Winston

Nessa segundona (25/08), celebrou-se a grande festa da TV norte-americana e eu, assim como todas azamigue que gostam de moda, série e afins, e os azamigo também, ficaram gurdadinhos na transmissão dos Emmy Awards 2014, diretamente de Los Angeles. À parte dos prêmios concedidos (Jim Parsons again, really?) e da glorificação da trinca de protagonistas de Breaking Bad (muito amor, muitas sdds), o que mais me interessou foram os vestidos. No red carpet. E olha que estava meio boring. Mas, sempre há exceções e uma delas foi ver as inmates atrizes de Orange is The New Black todas na estica :)

Então, vamos às minhas preferidas:

1. Yael Stone aka Lorna Morello e Lea Delaria aka Big Boo – Orange is the New Black

Yael usou um Balmain e mesmo deixando o maravilhoso batom vermelho de lado, tombou geral e foi minha preferida. Julia Roberts who? E a Big foi de terninho ótimo, ornando bem com a musa do lado :p

Yael Stone and Lea Delaria

 

2. Gwen Stefani, que estava bela mas não parecia a Gwen Stefani (vejam só como a sobrancelha pode transformar uma pessoa).

O vestido era Versace, belíssimo, todo revestido de Swarovski, que pesava toneladas, segundo a própria.

gwen3

 

3. January Jones aka Betty Drapper – Mad Men

Sempre na turma das ousadinhas do red carpet, a atriz foi de vermelho, a cor dos Emmys este ano. O modelo escolhido foi um Prabal Gurung Resort.

emmys-2014-January-jones

 

4. E depois da mamãe, a filhinha – Mad Men

Sally lindinha em um Antonio Berardi. Descobri também que é o time da stylist Rachel Zoe que veste a atriz mirim Kiernan Shipka, que tem se mostrado um iconezinho de estilo. Fofa.

emmys-2014-Kiernan-Shipka-Antonio Berardi

 

5. E mais um vermelho, dessa vez na Claire Danes -Homeland

Nunca antes na história desse país tinha ela tinha ficado entre as minhas preferidas. Mas, para tudo nessa vida tem uma primeira vez. O longo é Givenchy, acho chique.

*Update: o modelo é quase igual a um usado por Kim Kardashian em seu casamento! Fotos aqui no site  da revista L’Officiel, de onde tirei a info.

emmys-2014-claire-danes- Givenchy

 

6. Robin Wright aka Claire Underwood – House of Cards

48 anos de mulher sambando na nossa cara. Frente e VERSO. De Ralph Lauren. Não ganhou um Emmy mas já tem um Golden Globe na estante, tá?

emmys-2014-robin-wright-frente

hbz-robin-wright-costas

 

7. Kate Mara aka Zoe que botou os cornos na Claire Underwood e não se deu bem – House of Cards

Assim como a January, também acho ela ousadinha. O vestido todo vaporoso e recortado é J. Mendel.

emmys-2014-kate-mara

 

8. Crazy Eyes  <3 <3 – Orange is the New Black

A atriz Uzo Aduba parecia outra pessoa nesse vestido vermelho com uma cauda estilo lagarto, do estilista norte-americano Christian Siriano, nome que a partir de agora prestarei mais atenção. O moço, aliás, jogou uma bela duma sombra em cima da Lena Dunham e seu styling desastroso neste red carpet. Vejam aqui.

Uzo Aduba

 

9. Pablo Schreiber aka Mendez – Orange is the New Black

Sem o bigode, servindo meiguice. Because I would.

Pablo Schreiber

 

10. O dez é um disclaimer: a cartela de cores, branco, cinza, coral e vermelho não foi uma escolha minha. A maioria das moças foi que investiu nesses tons na premiação mesmo. Então é isso, tão sabendo o que pega.

Amantes Eternos – Adão e Eva sobrevivem

Amantes Eternos – Adão e Eva sobrevivem

Postado por em ago 26, 2014 em Blog, Cinema | 0 comentários

I’m sick of it — these zombies, what they’ve done to the world, their fear of their own imaginations

Maravilhoso. Vampiros e rock’n’roll, como não gostar? O filme  Amantes Eternos (Only Lovers Left Alive), de Jim Jarmusch, que está em cartaz, já é um dos meus prediletos do ano. Ou da vida.

Adam, interpretado por Tom Hiddleston, é um vampiro muito velho, não sabemos exatamente sua idade, mas ele pode ter sido Shakespeare e apenas mudou de nome. Ele pode ter dado um arranjo a Schubert, que levou a fama em seu lugar. Hoje, é um rock star que vive recluso, mas ainda compõe. Deprimido com a falta de imaginação do mundo, povoado por humanos – ou zumbis, como ele nos chama – que somente destroem e sugam os recursos aqui existentes, busca conforto em sua mulher, Eve, personagem da musa weirdo Tilda Swinton. Os dois vivem separados, mas Eve, que está em Tanger, decide ir até Adam, que mora em Detroit. Cidade esta, aliás, que foi protagonista da crise financeira de 2008, quando os EUA atingiram recordes no nível de desemprego, berço das montadoras, por sua vez um grande símbolo da explosão industrial no começo do século XX.

Não por acaso, esse é o pano de fundo para um enredo que nos mostra o quão decadentes podemos nos tornar, contrastando a todo momento o passado brilhante de gênios da literatura e da música com o presente medíocre de uma cidade que foi devastada pela crise econômica.

O casal se diz fã de Jack White, nascido em Detroit, um compositor atual e talentoso. Seria Jack humano ou vampiro? Fica no ar. Assim como outras alusões a grandes nomes das artes e da ciência, como Byron e Einstein. O desengano de Adam com a falta de imaginação humana talvez seja apenas uma referência a nossa autodepreciação inata. Uma necessidade de autoafirmação e uma ânsia por fazer algo memorável em vida e, assim, tornar-se imortal por meio de realizações extraordinárias. Para mim, Adam e Eve são um alterego dos humanos e não uma metáfora.

E, voltando ao casal da Genesis, apesar de a todo momento ter uma postura cínica e cética diante do mundo, ele nos revela na força de sua união e na integridade de suas ações perante às adversidades que o amor faz a grande roda girar. No colegial (era assim que chamava nos anos 90, tá?),  meu professor de literatura sempre fazia a mesma pergunta em TODAS as provas, para nos fazer fixar as diferenças entre os gêneros literários: o amor vence no final? Quando o livro em questão era do romantismo, a reposta era SIM. Mesmo que o casal protagonista tivesse morrido ou se separado. Os sentimentos e os ideiais são a grande força. Acho que é o caso aqui. E Jarmusch já nos dá essa pista nos nomes dos personagens e do próprio filme, sem falar nas citações a expoentes do movimento, neam?

Ah, e vale uma recomendação também para a trilha sonora: Clique aqui para ouvir, descolei ela inteirinha por streaming ;)

E, por fim, não me foi solicitado, mas deixo aqui indicações de filmes de vampiro, por ordem de preferência.

Deixa ela entrar (Tomas Alfredson, 2008)

Filme sueco, crianças vampiras, diferente de tudo que você já viu e lindo <3.  Veja o trailer aqui.

deixa-ela-entrar

 

Entrevista com o Vampiro (Neil Jordan, 1994)

Memória afetiva mode on. Anos 90, galãs em início de carreira (alguém lembrou de Crepúsculo?). Tom Cruise, Brad Pitt, Antonio Banderas, Christian Slater e Kirsten Dunst. Veja o trailer aqui.

entrevista com o vampiro

 

Fome de Viver (Tony Scott, 1983)

David Bowie, Susan Sarandon e Catherine Deneuve. Sem Mais. Veja o trailer aqui.

fome de viver

In My Shoes – a criação da marca Jimmy Choo

In My Shoes – a criação da marca Jimmy Choo

Postado por em abr 17, 2013 em Blog, Destaques, Literatura, Moda | 0 comentários

“It’s really hard to walk in a single woman’s shoes — that’s why you sometimes need really special shoes!” Carrie Bradshaw

Jimmy Choo é um dos designers de sapatos mais famosos de todos os tempos. Nos pezinhos de Carrie Bradshaw, a íconica personagem de Sarah Jessica Parker na série Sex and the City, seu nome virou sonho de consumo de milhões de mulheres. O cara deve ser realmente uma baita designer mesmo, certo? ERRADO.

Pois é, amiga. Jimmy era um sapateiro muito bom, sim. Ele fazia pares sob medida para as socialites inglesas e, sabendo disso, a editora de acessórios da Vogue Britânica passou a encomendar peças para os editoriais quando tinha ideias mirabolantes, como plataformas de cetim pink, que não achava em loja nenhuma. Essa moça, porém, foi demitida e, diante desse revés da vida, teve a brilhante ideia de abrir um negócio com o tiozinho sapateiro, um imigrante malásio, avesso à publicidade, ao mundo da moda e aparentemente mal-humorado. Apegado aos velhos moldes de sapatos de senhoras e pouco disponível para o circo fashion, deixou espaço para que a sócia assumisse de fato a criação e alavancasse a marca. Foi aí que começou uma das histórias mais incríveis dessa indústria, cheia de intrigas, reviravoltas e glamour.

Tudo isso virou livro, In My Shoes (Companhia Editora Nacional),  escrito pela cofundadora da Jimmy Choo, a ex-editora da Vogue, Tamara Mellon, em parceria com um jornalista. Então, claro que é super parcial. Mas, não deixa de ser uma visão muito interessante e, pelo que andei pesquisando sobre os fatos por aí, realista.

A história nos leva para dentro do mundo da moda e, além disso, dos negócios ferozmente articulados nos altos escalões do mercado financeiro. Eu, que já passei muitos anos cobrindo e depois assessorando clientes dessa área, devo admitir que adorei as passagens que narravam reuniões de conselho e transações de private equity (acho chique entender de finanças hahaha).

in my shoes

A prosa é muito bem feita e a tradução também. Tamara é uma personagem e tanto: bela, rica, namorou o Christian Slater, é amiga de vários famosos e foi condecorada pela rainha da Inglaterra. Vale ressaltar que os bastidores do mundinho estão ali tanto quanto as tramóias nos negócios, por isso, não se assuste, a leitura vai ser divertida. E o livro traz muitas informações sobre a cena nas últimas duas décadas, daquele tipo que agrega muito e te faz parecer uma insider em qualquer conversinha em corredor de semana de moda (ui). Brincadeiras à parte, é uma delícia para quem gosta do assunto ;)

tamara-mellon

E como ninguém pergunta mas eu falo mesmo, fica aqui mais uma diquinha: Do Tornozelo Para Baixo (Rachelle Bergstein, editora Casa da Palavra). O livro conta a história do sapato, como se relacionou com a posição da mulher na sociedade ao longo dos tempos, passando pela moda, claro, pelo cinema e pela cultura como um todo. Muito bem apurado e escrito, extremamente interessante até mesmo para quem não gosta muito desse papo das modas.

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