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As melhores baladas de Berlim

As melhores baladas de Berlim

Postado por em out 9, 2014 em Blog, Música, Viagem | 0 comentários

Acho que a fama da vida noturna na capital alemã é grande. Ou estou enganada? Bom, de toda forma, na minha modesta experiência de vida, foi lá que eu vi as baladas mais inusitadas. E vale ressaltar que são divertidas, afinal, inusitada pode ser estranha e muito louca, mas chata.

Antes da jogação, saiba que: 1. Os estabelecimentos raramente aceitam cartão de crédito, saia com dinheiro; 2. Lá, existe door policy, ou seja, fica um sujeito na porta das baladas dizendo quem pode e quem não pode entrar na casa, usando sabe-se lá quais critérios. Chato, né? Mas, é assim. Tenho dicas para isso? Ouvi das pessoas que moram lá que grupos grandes são barrados, pessoas mal arrumadas, grupos só de homens hetero, adolescentes… tudo meio vago, nada garantido.

Nesse post, vou indicar, dos lugares que conheci, os que mais gostei.

Berghain –  Esse clube está em qualquer lista de melhores da Europa. É tradicional da cena clubber e techno. O lugar é uma antiga fábrica, que por fora parece sem graça, mas por dentro impressiona. A pista tem belos vitrais que contrastam com a arquitetura industrial e pé direito altíssimo. No fim de semana funciona non-stop até a segunda-feira. Isso que é after hours! A door policy é forte. Faça cara de blasé na fila, não mexa no celular, selfie nem pensar, manere na montação, pareça cool e underground. Tipo isso hahaha. Antes de ir, confirme também se a pista principal estará aberta, algumas vezes só parte da casa funciona.
Berlin Berghain-por fora

Berghain por dentro 2

Stattbad –  Ou “a Balada da piscina”. Quem já assistiu ao filme Deixa Ela Entrar, pode imaginar o ambiente da cena final para ter ideia de como é esse centro cultural, cuja programação tem variados artistas, de DJs a grupos de música clássica. O local era uma piscina pública indoor, com vestiários, guarda-volumes, casa de máquinas, onde à noite tudo se transforma em balada, inclusive a dita cuja da piscina – vazia. Creepy, mas legal. Nas noites do fim de semana, a música é eletrônica, como quase tudo em Berlim. Para ir ao Stattbad, também aconselho verificar se a piscina estará aberta. Algumas vezes, só as outras áreas estão liberadas para o público. São legais também, mas né…

Stattbad piscina

Klunkerkranich –  Lugar com um ar hipster, no bom sentido. Fica em cima de um shopping, o que assusta um pouco na chegada, mas é só subir até o estacionamento e sair no terraço, na área propriamente do bar, que tudo é lindo. A decoração hipster-pinterest, com piso de madeira, luzinhas penduradas, plantinhas, mesas coletivas e uma vista ma-ra-vi-lhosa, faz você se sentir imediatamente muito bem. Peça um Moscow Mule, drink da moda, feito de de ginger beer e vodka, que logo mais pega em São Paulo também, e aproveite. A música aqui é bastante eclética, mas sempre alto astral. Pode até rolar um Tim Maia. Nos meses do verão, entre junho e agosto, as filas podem ser grandes, então chegue antes das 19h. A programação noturna vai até altas horas, porém a lotação da casa pode chegar no limite bem cedo. Nos demais meses, chegue a hora que quiser, porém eu dou meu pitaco de que é bacana estar lá para ver o pôr do sol ;)

roof

So36 – Se você, como eu, tem um limite para música eletrônica, esse lugar é o paraíso. O So36 está para os berlinenses assim como o CBGB estava para os nova-iorquinos e a Funhouse está para os paulistanos. Desculpa as comparações toscas. Acontece que esse clube existe desde os anos 70 e era frequentado por Bowie e Iggy e até hoje recebe bandas. Aos sábados, tem uma discotecagem muito divertida, que vai até às 7h! Tem rock, indie e hits pop de todas as décadas. É para ir sem medo de ser feliz.
so36_rauchhaussoli_2

Para decidir onde ir, o site Resident Advisor tem a programação das casas noturnas, de várias cidades do mundo, não só de Berlim.

Os alemães têm hábitos baladeiros parecidos com os nossos: saem para jantar ou beber antes da boate, as casas noturnas não abrem antes de 23h e começam a ferver entre 0h e 2h. Nos lugares onde o eletrônico pega, tem after hours até quando Deus quiser. Uma região boa para o esquenta, é o bairro Kreuzberg, alternativo/hipster/underground, cheio de bares modernos e alguns mais econômicos, muito “movimentado” (fiz a tia agora). Graças à ocupação de imigrantes turcos, também tem ótimos lugares para uma boquinha no pós-balada. Para chegar lá, desça na estação do metrô Görlitzer.

Tenho certeza absoluta de que existem outros lugares incríveis em Berlim. Sei de um, o KitKat Club , onde você tem que ir de roupas íntimas, por exemplo, mas, como não fui, não posso resenhar. Então, repito: esses são os que preferi entre os que conheci. Espero voltar muitas vezes, para ter mais dicas. Se alguém souber de alguma, me conta ;)

*Fotos: www.lesortard.com, 3.bp.blogspot.com, enphoto500x500.mnstatic.com, lefashionisto.com, berlin-enjoy.com, www.theclubmap.com

Berlim, a cidade mais legal da Europa

Berlim, a cidade mais legal da Europa

Postado por em out 3, 2014 em Blog, Destaques, Viagem | 2 comentários

“I can remember standing, by the wall
And the guns shot above our heads
And we kissed as though nothing could fall
And the shame was on the other side
Oh we can beat them, for ever and ever
Then we could be Heroes, just for one day”
David Bowie, Heroes

Ai, Camila, mas que título besta. É gente, só que é isso mesmo e eu quero ir direto ao ponto. Tem cidades que são lindas, outras charmosas, outras históricas… sei lá… e Berlim é tudo isso. É cosmopolita e moderna, mas despretensiosa. Tudo é bacana. Tudo te agrada. Eu escolhi ser direta e simples (e também quebrei a cabeça, mas não achei outra coisa para definir sem ser brega).

Então, vamos lá, em vez de me estender em um texto tentando explicar o quanto incrível e atraente essa cidade é, eu te convido a ler os próximos posts e aproveitar as dicas que reuni, quem sabe assim um pouco da impressão maravilhosa que eu tive possa ser transmitida. Espero que sejam realmente úteis aos meus três leitores – cof, cof.

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Brandenburg Gate

Para começar, darei as dicas práticas. Isto porque, sim, já fui perguntada sobre elas (yay!). Além disso, acho que se alguém chegou até aqui, deve estar arrumando as malas, quer montar um roteiro, saber onde ficar, onde e como ir. Depois, vou falar do que interessa: baladas. Afinal, Berlim é a cidade do nightclubbing. Emendarei com mais coisitas sobre a viagem e irei linkando os posts aqui.

Bom, onde ficar:

Eu já me hospedei no albergue Wombats, considerado pelos usuários do Hostel.com um dos melhores do mundo, em um quarto de seis meninas e foi mesmo muito bom. Um conselho: reserve sempre direto com o estabelecimento, que fica mais barato. Sites como o Hostel ou o Booking podem ser boas referências para ver ratings e avaliações, mas eles cobram taxas a mais ;)

O albergue é superlimpo, novo, tem quartos com banheiro dentro, lockers no quarto, tudo organizado, café da manhã gostoso, um bar anexo, wifi, computadores, lavanderia, bikes para alugar. Os preços já não sei, pois fiquei lá em uma outra vez, em 2010. Mas, eram valores bem amigos (alô, Galvão).

Fica pertinho da Alexanderplatz, a Praça da Sé deles, de onde saem trens e metrôs com várias interligações, e também onde tem lojas como Primark, cinemas, farmácias, supermercados, um montão de coisas. Dá para chegar lá a pé. Do lado do Wombats, também tem uma avenida onde dá para pegar ônibus para os aeroportos e para outros pontos de turismo. Você já viu a Alex (tô íntima da praça) em filmes como A Identidade Bourne e Praia do Futuro.

Além disso, o bairro é bem moderninho, cheio de lojas e restaurantes legais. Lojas tipo MAC PRO, Khiels e Urban Outifitters, tá meu bem??? Nessa vizinhança, perto da saída do metrô Weinmeisterßtrasse, também tem uma loja de Absinto, a Absinthdepot Berlin, de morrer…

Aqui, no quesito onde ficar, já dei duas dicas, de onde turistar, Alexanderplatz, e de onde fazer compras, as ruazinhas perto do Wombats (ruas Rosenthalerstraße e Weinmeistersstraße).

Como se locomover:

Berlim é grande, então metrô e ônibus são necessários. Lá, além do metrô como conhecemos, tem o tram, que é uma espécie de bonde moderno. Você pode comprar apenas um passe que vale para todos. Compre o de quatro bilhetes, assim você paga com um descontinho. É preciso validar antes de cada viagem. Seja no metrô, tram ou ônibus, haverá uma máquina para você enfiar o bilhete e carimbar o horário. Sempre faça isso no primeiro meio de transporte que pegar, pois frequentemente sobem fiscais nos vagões para verificar os bilhetes dos passageiros. Se o seu não estiver carimbado, é multa na certa. Com o mesmo passe, você pode tomar diversas conduções no período de duas horas. Mas, algumas distâncias são tranquilamente possíveis de ser feitas a pé. Tenha um (Google) mapa à mão e pronto.

Ah, rola alugar bicicleta. Porém, eu não passei por essa experiência… se descobrir algo efetivo sobre isso, coloco um update aqui.

Por onde turistar:

Eu recomendo fazer os walking tours. O que é isso? É um rolê turístico andando hahaha. Tem diversos circuitos e são gratuitos, mas é altamente recomendável dar uma gorjeta no final para o guia. Eu fiz dois, um que era o original e outro que era o alternativo. Eu acho que vale muito a pena por que você vai no chão, próximo às coisas, ouvindo as explicações do guia, em uma cidade CHEIA de história, com locais em que muitas vezes os fatos se sobrepõem. Me explico: há, por exemplo, prédios que foram ocupados pelos nazistas e posteriormente pelos comunistas, tornando-se assim marcos de dois momentos da história de Berlim. Além disso, o tour te ajuda a se localizar para depois andar sozinho. Sobre o walking tour original: sai do Brandenburg Gate e cobre os principais pontos históricos. Já o alternativo, sai da East Side Gallery, que é uma parte do muro de Berlim pintada por grafiteiros do mundo inteiro (imperdível, a foto de destaque do post é de lá) e te leva para ver mais arte de rua e lugares ocupados por artistas (chamados de squats). Para dar uma ideia, vemos nesse tour grafites de Sean Shepard, autor daquele retrato azul e vermelho do Obama para sua campanha eleitoral, e do famigerado Banksy. Os passeios têm guias em inglês, alemão e espanhol. Para mais informações clique aqui.

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Estêncil atribuído a Sean Sephard, feito na lateral de um dos squats mais famosos de Berlim, o prédio Tacheles. No bairro judeu (Oranienburger Straße), era uma antiga loja de departamentos, foi tomado por artistas, que montaram nele seus ateliês. Há pouquíssimo tempo, foi fechado pela prefeitura, infelizmente.

Sobre museus:

Berlim tem uma ilha deles. Bom, não é exatamente uma ilha, é uma praça que tem esse nome e uma porrada de museus. Entre eles, recomendo o Neues Museum,  o museu egípcio onde fica o busto da rainha Nefertiti. Segundo os historiadores, é uma das peças mais importantes da antiguidade. Mas a visita vale se você se interessar por coisas raras da arqueologia. Se não, siga para as próximas dicas.

Museu do holocausto: fica abaixo do Memorial do Holocausto, que não é na ilha. Depois de andar no memorial, um conjunto de 2500 peças de concreto que formam um jardim de lápides duras e silenciosas, vá ao museu, que está no subsolo, para se aprofundar na história sombria do holocausto. É tenso, mas vale muito a pena.

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Memorial do Holocausto

Museu do Judaísmo: vale pelo mesmo motivo , por contar toda a história dos judeus desde a antiguidade e também por sua bela arquitetura. O arquiteto, Daniel Libeskind, é também autor do Memorial do Holocausto.

E agora, o programa mais divertido de todos: Mauerpark (Gleimstraße 55, 10437), aos domingos. Todo europeu vai aos parques no fim de semana. E em Berlim não é diferente. Aqui você vai encontrar um mercado de pulgas muito bom, uma feirinha de comidas e… um karaokê ao ar livre, com plateia gigante e animada. A galera aplaude e canta junto, mesmo com os desafinados. É muito… legal! E como um parque não basta, tem outro que é mara, o Templehof,  que era o aeroporto do Hitler! As instalações e a pista de pouso foram mantidas. Aliás, essa é uma característica de toda a capital alemã, os lugares antigos são preservados, contudo, com novos usos. Hoje o pessoal anda de bicicleta e skate onde antes os aviões taxeavam e, às vezes, rolam uns festivais de música lá, quem sabe você dá sorte e vê um?

karaoke

 Plateia do karaokê no Mauerpark 

Como se comunicar: muita gente fala inglês em Berlim, apesar de não ser um idioma superdifundido, eu me virei bem, uma vez que não falo uma palavra de alemão. Como tem muitos estrangeiros morando lá, não é raro encontrar alguém que fale francês ou espanhol, então se você for como eu, não se preocupe.

Segurança: Você pode circular de boa por toda a cidade, em qualquer horário, até sozinho. Quando há eventos nas ruas, tem policiamento não-armado e é tudo civilizado – eu passei o 1 de maio lá, quando rolam shows por toda a cidade, para todos estilos e gostos, é uma boa data para estar em Berlim :) . Mas, furtos (roubos de subtração que você nem percebe, para deixar BEM claro) podem acontecer e acontecem e eu posso testemunhar, infelizmente. Não só em Berlim, mas também na Espanha, Portugal, França… presenciei e sei de vários casos. Por isso, não dê bobeira com bolsas, carteiras, celulares, câmeras e ande com uma cópia do passaporte, deixe o verdadeiro guardado. Essas dicas valem para qualquer destino na Europa, acredito eu.

A cidade tem muito mais coisas turísticas para fazer, mas esses são os meus destaques.

Se tiver mais alguma dúvida ou pergunta, coloca aqui nos comentários ou me manda um email ;)

UPDATE: Saiba quais são as melhores baladas de Berlim clicando aqui e post com um roteiro cervejeiro na cidade, clicando aqui!

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